No dia 3 de outubro, celebra-se o Techie Day. Aquilo que surgiu há 20 anos como iniciativa para incentivar os adolescentes a estudar engenharia, tornou-se um dia para celebrar a paixão pela tecnologia.

Na BQ, trabalham centenas de engenheiros com perfis muito diversos, em áreas diferentes (software, hardware, mecânica, CQ…) e numa variedade de produtos e projetos distintos. Alguns até estão a milhares de quilómetros. Mas todos têm algo em comum: o seu interesse pela tecnologia e o seu entusiasmo em partilhá-la com os outros. Estes são alguns deles, apresentando a sua perspetiva sobre a sua vocação.

Diego Onofre Artés

Power Management Engineer. Engenheiro de Telecomunicações pela Universidade Politécnica de Madrid

diego onofre ingeniero en BQ

“Os engenheiros chegam à universidade com a ilusão de inventar e descobrir algo que nunca ninguém tenha descoberto”, explica Diego. “Depois, percebemos que descobrir é mais a função dos físicos ou matemáticos e que a nossa é fazer com que essa descoberta saia do laboratório e chegue às pessoas através do engenho. E esse é um papel maravilhoso.

De facto, o Diego, a quem o seu pai (mestre industrial) contagiou desde pequeno com o gosto por saber como funcionam as coisas, acredita que os engenheiros e as empresas do sector têm uma tarefa pendente: contribuir para o conhecimento geral das pessoas no que toca à tecnologia. “A inovação avançou muito mais depressa do que o conhecimento técnico médio e as pessoas utilizam a tecnologia diariamente, mas sem saber realmente como funciona nem como foi criada. Nós que trabalhamos nesta área temos muito para contribuir.”

Irene Yusta

Business Intelligence Analyst. Engenheira de Tecnologias Industriais pela Universidade Politécnica de Madrid

Irene yuste ingeniera en BQ

A Irene descobriu a sua vocação desde muito pequena porque, “contrariamente às restantes disciplinas, a tecnologia não nos fazia memorizar, mas antes desafiava-nos a saber.” Isso levou-a a querer saber mais. “Eu tinha curiosidade, queria saber o porquê de tudo: por que é que a luz se acende ao tocarmos no interruptor, como funcionam as engrenagens de um carro, para que serve a bateria do carro,” explica.

A curiosidade levou-a a matricular-se em Tecnologias Industriais, mas, uma vez terminado o curso, descobriu o seu lugar. “A mim, o que me fascina é saber como utilizar a tecnologia para melhorar os processos. A tecnologia ajuda-nos a saber o motivo e a recolher as informações. E, a partir de aí, podemos tomar melhores decisões no desenvolvimento de um produto, de um projeto ou do que quer que seja.

Alvaro Fructuoso

RF Lead Engineer . Engenheiro de Telecomunicações pela Universidade Politécnica de Cartagena

álvaro fructuoso ingeniero en BQ

“Eu quero saber como funcionam as coisas, mas descobrindo por mim mesmo”. Esse ímpeto por saber é o que levou Alvaro a trabalhar todos os verões para poder comprar os seus primeiros dispositivos eletrónicos. Também foi o que o impulsionou a estudar Telecomunicações, a carreira técnica que lhe dava uma versão mais transversal da tecnologia, desde a programação ao hardware ou redes.

“O mais incrível é como coisas tão complexas tecnicamente e que exigem tanto desenvolvimento são, ao mesmo tempo, tão fáceis para os utilizadores. Podemos aterrar em Nova Iorque sem conhecer nada e, em apenas segundos, encontrar um restaurante ou reservar um táxi a partir do telemóvel, algo impensável até há pouquíssimo tempo”, conta Alvaro. “É fascinante como a tecnologia melhora as nossas vidas.”  

Enrique Pantoja

QA Android Analyst

enrique pantoja ingeniero en BQ

“A mim, aquilo de que eu gostava era a procura. Desmontar uma mini-aparelhagem e voltar a montá-la. Se funcionava, ótimo, se não funcionava, era então que aprendia”, explica Enrique. “Ou comprar um telemóvel e mudar-lhe o firmware… O objetivo era aprender e melhorar.”

A sua paixão pela tecnologia levou-o a estudar Telecomunicações e precisamente essa obsessão por melhorar as coisas levou-o à equipa de CQ do firmware porque “é tremendamente satisfatório que, do nosso, trabalho dependa a qualidade da tecnologia que depois milhões de pessoas vão utilizar, bem como a sua experiência de utilizador.

Victoria Rubio

3D Product Manager . Engenheira Informática pela Universidade de Castilla-La Mancha

victoria rubio ingeniera en BQ

Victoria matriculou-se em Informática porque lhe intrigava como a tecnologia contribuía para resolver problemas. Mas quando realmente se apaixonou por ela foi quando começou a trabalhar no desenvolvimento de um produto. “Participar no ciclo de vida de um dispositivo tecnológico é fascinante: uma mistura de materializar ideias, procurar a melhor forma de implementá-las, perceber como o cliente as vai aproveitar…”, explica.

Trabalhar em produtos que facilitam a vida das pessoas é uma sensação incrível, sobretudo quando são dispositivos que hoje são meras inovações, mas que, amanhã, serão ferramentas do nosso dia a dia (como são hoje os smartphones ou o serão as impressoras 3D no futuro)”.